E já passou outra semana…e que semana! Como prometido vão ainda quentinhas as novidades!
Depois de saber que estaria na Áustria durante o encontro de Taizé em Pécs começou o bichinho de lá ir… Assim, já fora do prazo (á Portuguesa), consegui os bilhetes de comboio e inscrevi-me.
A viagem era longa e complexa (mais de 8h) mas a ansiedade e expectativa de um encontro era maior. Saí de Leoben 5ª feira de madrugada ainda com aqueles 2 graus negativos a congelarem a cara. Surpresa enorme, quando chego á estação, o meu comboio estava atrasado 40min e assim ia perder o meu próximo comboio em Vienna :S A partir daqui, foi sempre a perder comboios (eu sei que são grandes, mas pronto, falam alemão LOL) Mas pronto, depois de horas numa estação altamente suspeita em Budapeste e de muitas horas de atraso lá cheguei a Pécs, no sul da Hungria.
Foi óptimo, todo o ambiente de encontro, de Taizé, de comunidade, rever alguns irmãos, ficar numa família… Apesar de toda a falta de experiência em organização de encontros, o esforço dos Húngaros foi enorme e em muito parecido ao típico espírito bem familiar do desenrasque, que sempre dá resultado
A cidade (Pécs) é bastante interessante, com imensa história e monumentos a não perder, desde uma antiga mesquita (circular) convertida em igreja, á parede dos cadeados e sem dúvida a Catedral. A acrescentar a todos estes atractivos teve o factor encontro, com todas as pessoas fantásticas que conhecemos, que no meu caso, foi um grupo espectacular de Viena que organiza semanalmente orações e que me acolheu. Também os workshops eram imperdíveis, danças húngaras, Gospel, espiritualidade cigana, resumindo, foi dificílimo escolher… As orações foram ricas e apesar do complicado que é cantar em Húngaro foi bom sentirmo-nos envolver por aquela massa de jovens e famílias que se juntava diariamente para cantar em plenos pulmões aqueles cânticos imperceptíveis. Foi apaziguador o ambiente de oração e emocionante o ouvir o nome do nosso país quando, como habitualmente em Taizé, uma criança enuncia os país presentes nos encontros. Portugal esteve lá
É reconfortante o gesto daquele estrangeiro ao nosso lado na oração ou mesmo aquele abraço que fazia tanta falta. Uma nota: O irmão Alois mandou cumprimentos para Portugal, em especial para S.Nicolau.
O melhor foi a família, que para os estrangeiros como eu, já não sabem o que é comidinha da mamã ou pequeno-almoço á espera mal se acorda… Foram uma família superaltamentefantabulásticamentespectacular! Desde o jantar sempre tradicional á nossa espera todas as noites (e ela sabia que a comunidade nos dava comida), aos bolinhos quentes ao pequeno almoço, aos filhos que faziam um esforço sobrehumano para traduzir o alemão da mãe para inglês e que estavam lá sempre…no último dia levantaram-se ás 6h30 para me levarem a pé até á estação.
Resumindo: Para mim a Hungria é um país com um património fantástico e pessoas bastante afáveis, infelizmente um país com algumas dificuldades, que se fazem notar no desleixo com esse mesmo património, nas pessoas e na sua qualidade de vida. Pécs vai ser capital europeia da cultura 2010 e daí estar muita coisa a mudar, mas sente-se, como é normal num país como este, muita apreensão relativamente ao que aí vem… (nomeadamente á possibilidade de aderirem ao Euro)
Na minha viagem de regresso consegui ainda visitar um pouquinho de Budapeste e acabar de ler o meu último livro… Pois, agora já não há mais literatura em Português L. Para continuar com as notícias menos positivas, ao regressar esperou-me uma semana de aulas, em vez do trabalho de campo, que tal como a cadeira correspondente foi cancelado por falta de alunos.
A minha última aventura, e para terminar teve lugar este sábado, depois de mais um jantar com o pessoal erasmus que deu início a mais um fim de semana comprido (dia 2 de Novembro é feriado na Austria J). A idea surgiu da minha colega Marie da R.Checa em irmos a uma vila próxima, mas muito bonita neste sábado, o único senão era que ela queria ir de bike… Mas pronto, ela lá nos convenceu (a mim e á Anna) que eram só 15Km até lá em estrada boa e que o caminho era muito bom! Aceitámos! Asssim, este sábado fiz 40km de bike pelos campos Austríacos da Styria com muitas montanhas, vaquinhas, cavalos, árvores, resumindo, uma paisagem brutal! Foi realmente um desafio, aquelas subidas e descidas, o esforço de nos superarmos mas valeu muito a pena. A vila é tipicamente Austríaca com arte em cada canto, o habitual castelo/fortaleza no topo e um ambiente positivo.
Agora, espera-me mais uma semana, normal, sem muitas emoções, que apenas terá uma nova baixa de temperatura e talvez traga de vez a neve que todos esperam…








